
Um psicólogo foi acusado de cometer crimes sexuais contra as próprias pacientes em seu consultório em Araranguá, no extremo sul de Santa Catarina. Local de atendimentos foi interditado nesta terça-feira (09).
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A decisão judicial também suspendeu o exercício de atividades terapêuticas pelo investigado, que é alvo de inquérito por suspeitas de violação sexual mediante fraude e importunação sexual.
A investigação começou a partir do relato de uma única vítima e, durante as diligências, outras mulheres procuraram a Polícia Civil e relataram situações semelhantes envolvendo atendimentos realizados pelo mesmo investigado.
Conforme consta na decisão judicial, os elementos reunidos até o momento indicam a existência de múltiplas vítimas, com relatos de fatos ocorridos em períodos diferentes e de contatos físicos e abordagens de cunho sexual durante os atendimentos.
Polícia procura possíveis novas vítimas
A Polícia Civil informou que a investigação continua e orienta que outras pessoas que tenham vivenciado situações semelhantes procurem a DPCAMI de Araranguá ou a unidade da Polícia Civil mais próxima.
O contato pode ser feito tanto para registrar formalmente os fatos quanto para receber orientações sobre as providências cabíveis. Segundo a corporação, eventuais novos relatos podem contribuir para o esclarecimento das circunstâncias investigadas.
O investigado é alvo de investigação e, até o momento, não há condenação pelos crimes apurados.
Atividades terapêuticas do psicólogo foram suspensas
A decisão judicial determinou a suspensão de qualquer atividade de psicanalista, terapeuta ou atendimento individual de natureza terapêutica ou de psicólogo realizada pelo investigado, tanto presencialmente quanto por meios eletrônicos.
Também foi proibida a divulgação e a oferta desses serviços. O consultório localizado em Araranguá foi lacrado e interditado.
Como o psicólogo não estava no local durante o cumprimento da ordem, os policiais apenas interditaram a clínica onde os assédios foram praticados.
A medida foi cumprida por policiais civis da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) de Araranguá, com acompanhamento de uma Oficial de Justiça. A determinação foi expedida pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma após representação da Polícia Civil.







