Setembro Amarelo: quando o fim da dor começa com a coragem de buscar ajuda

Resumo da Notícia

Setembro Amarelo é a campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, realizada desde 2013 pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) em parceria com o CFM (Conselho Federal de Medicina).

Setembro Amarelo: quando o fim da dor começa com a coragem de buscar ajuda
Foto: Imagem Ilustrativa/Divulgação

Setembro Amarelo é a campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, realizada desde 2013 pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) em parceria com o CFM (Conselho Federal de Medicina).

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Inspirada pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, a campanha traz este ano o lema “Se precisar, peça ajuda!”, convidando à reflexão sobre a importância do acolhimento contínuo.

A urgência dos números

No Brasil, registram-se em média 14 mil suicídios por ano, o que representa cerca de 38 mortes por dia. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a terceira ou quarta causa de morte, variando conforme as fontes. Para adolescentes, o aumento tem sido ainda mais preocupante: entre 2016 e 2021, a mortalidade por suicídio cresceu 49,3% entre os jovens de 15 a 19 anos (atingindo 6,6 por 100 mil) e 45% entre os de 10 a 14 anos (chegando a 1,33 por 100 mil).

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria indicam que cerca de mil crianças e adolescentes de 10 a 19 anos tiram a própria vida a cada ano no país.

O elo com a violência doméstica

A violência doméstica é um fator agravante no risco de suicídio. O ciclo da violência, que alterna tensão, agressão e período de acomodação emocional (“lua de mel”), provoca na vítima sentimentos profundos de impotência, culpa, baixa autoestima, ansiedade, desamparo, desesperança, depressão e favorece a ideação suicida.

Ainda, mulheres vítimas de violência doméstica têm risco de mortalidade até oito vezes maior que a média.No Brasil, 35% das mulheres já sofreram violência física ou sexual por parceiros íntimos ou por outras pessoas ao longo da vida.

A importância de falar (e agir)

“Em contextos de violência, a percepção de que não há saída é tão forte que a própria vida se torna sinônimo de dor. O que essas mulheres querem é parar de sofrer e não acabar com a vida. Mas, não vendo outra solução para resolver o problema, morrer parece ser a única forma de parar de sofrer.”, afirma a psicóloga clínica Luanna Debs.

“Quebrar o silêncio é o primeiro passo para encontrar um novo sentido – e pedir ajuda não é fraqueza, é resistência”.

A campanha Setembro Amarelo ressalta que muitas vezes o sofrimento psíquico é invisível: o indivíduo pode parecer estar bem, enquanto carrega pensamento suicida. Ações afirmativas são essenciais, incluindo treinamentos para profissionais de saúde, educação e serviços sociais, e fortalecimento da rede de apoio.

Mecanismos de acolhimento existentes

O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito 24 horas por dia, por meio do número 188, chat, e-mail ou Skype. O serviço realiza mais de 3 milhões de atendimentos anuais, com cerca de 3.500 voluntários em todo o país.

A Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio institui o dever do poder público de oferecer assistência psicossocial adequada.

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) recomenda ações integradas em atenção primária e ambientes de trabalho e estudo, como espaços de diálogo, bem-estar mental e redes de apoio.

O SUS (Sistema Único de Saúde), por meio dos CAPS e estratégias como o IdeiaSUS, promove experiências exitosas de prevenção e redução do estigma, com ênfase em jovens e adolescentes.

Um compromisso diário

Setembro Amarelo representa um alerta, mas o combate à crise mental precisa ser contínuo. Como ressaltou José Hiran Gallo, presidente do CFM, ouvir sem preconceito e acolher com empatia pode transformar vidas – não apenas em setembro, mas ao longo dos 365 dias do ano.

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