
A segurança das urnas eletrônicas é novamente colocada à prova neste domingo (04) em Santa Catarina. Ao todo, 27 equipamentos foram sorteados aleatoriamente entre as urnas preparadas para as Eleições 2026.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
As urnas foram levadas à Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), em Florianópolis, para participar do Teste de Integridade, um dos mecanismos de auditoria adotados pela Justiça Eleitoral.
O procedimento é realizado há 20 anos e busca verificar se os votos registrados nas urnas eletrônicas correspondem aos votos utilizados em uma simulação feita com cédulas de papel.
As 27 urnas foram sorteadas no sábado (03) entre os equipamentos que já estavam preparados para serem utilizados nos locais de votação. Elas estavam lacradas e configuradas com os sistemas das eleições deste ano.
Depois do sorteio, foram retiradas dos locais onde seriam utilizadas e substituídas por outras unidades, enquanto as selecionadas foram encaminhadas para a Alesc.
Como funciona o teste de urnas
Durante a auditoria, os participantes simularam uma votação utilizando cédulas de papel. Os mesmos votos são inseridos nas urnas eletrônicas e, ao final do procedimento, os resultados são comparados com o conteúdo das cédulas.
A ideia é verificar se existe correspondência entre o que foi registrado manualmente e o resultado apresentado pelo equipamento eletrônico. O processo é acompanhado por representantes da Justiça Eleitoral e registrado em vídeo.
Segundo a Justiça Eleitoral, nenhuma inconsistência nos dados foi identificada ao longo dos 20 anos de realização do Teste de Integridade. Eventuais diferenças observadas em algumas edições foram atribuídas a erros humanos durante a digitação dos votos na simulação.
Como todo o procedimento é filmado, a Justiça Eleitoral consegue conferir o momento em que os votos foram digitados e comparar a informação com as cédulas utilizadas. Dessa forma, uma eventual divergência pode ser investigada para identificar sua origem.
“O que pode eventualmente acontecer é um erro humano de digitação. E esses erros são facilmente verificados, uma vez que todo o sistema é filmado e nós temos uma auditoria nesse sentido”, explicou o juiz Marcelo Volpato, desembargador do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina).
“Então, nas poucas oportunidades em que ocorreu algum erro, nós conseguimos verificar que foi apenas um erro humano de digitação, e a gente verificou que os votos de fato correspondiam àqueles que haviam sido lançados”, completou.
O que acontece depois
Depois do encerramento do teste, as urnas passam por uma nova verificação. Os equipamentos podem voltar a ser utilizados pela Justiça Eleitoral em futuras eleições, inclusive ainda no pleito atual, conforme a necessidade.
O Teste de Integridade é apenas um dos mecanismos utilizados para verificar a segurança e o funcionamento das urnas eletrônicas. A auditoria permite reproduzir, em ambiente controlado e acompanhado, uma votação e comparar o resultado eletrônico com os votos registrados manualmente.






