
“Todo mundo tira voto de todo mundo”, disse o deputado Zé Milton Scheffer (PP) em entrevista no Jogo do Poder desta quarta-feira (8) para definir os bastidores do PP (Partido Progressista) nas vésperas das eleições de 2026 em Santa Catarina.
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Por volta de 70% da base está se encaminhando para apoiar o atual governador na reeleição, segundo Milton, mas afirma que o trajeto ainda não está claro. “É algo para ser construído nos próximos 30 dias.”
Durante a entrevista, ele explicou que “o PP é um partido orgânico — existe com vida própria em cada cidade”, ou seja, atua de forma independente nos municípios catarinenses. Os diferentes representantes do partido pelo Estado se reuniram nas últimas semanas para avaliar qual candidatura o PP apoiaria. Por hora, decidiram seguir com o Jorginho Mello, mas as divergências estão estabelecidas internamente.
“Hoje existe uma ala majoritária que apoia o governador Jorginho Mello (PL), e ainda um outro grupo, liderado pelo Esperidião, que busca espaço junto à chapa do candidato João Rodrigues (PSD)”. Ele defende que as inconsistências dentro do partido são normais, citando inclusive o caso da crise no PSD, que causou a mudança de partido do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto.
O deputado Zé Milton afirmou que a prioridade agora é a vaga de Senado para o Esperidião, então os interessados no cargo teriam duas opções: “ou se coliga com outro partido que oferece essa vaga, ou Amin concorre em chapa própria ao senado, ligada ao PP”.
Amin na presidência
O senador Esperidião Amin assumiu a presidência do PP no último mês, visando viabilizar a reeleição ao Senado. Segundo o deputado, Amin tem apoio de 100% da base do partido, o que o levou a assumir esse cargo na gestão provisória.
Entretanto, outras figuras públicas começaram a sondar a vaga de senador. Nas palavras de Zé Milton, quando ‘o nosso amigo Carlos Bolsonaro’ decidiu se candidatar ao Senado por SC, ‘complicou um pouco a chapa’.
Ex-governador Moisés
“Todo mundo tira voto de todo mundo”, afirmou José Milton durante a entrevista, ao se referir ao ex-governador de Santa Catarina, Carlos Moisés. Ele defende que a filiação de Moisés ao União Brasil e sua pré-candidatura para deputado federal são benéficas ao cenário político do Estado neste cenário de eleições.
Para ele, houve uma falta de esclarecimento sobre sua opinião no tema, e agora reforça que “não teria como ele ser contra qualquer candidatura, ainda mais a do Moisés”.

