
Cerca de duas mil pessoas, incluindo o membros da segurança, foram mortas em protestos no Irã, declarou uma autoridade do país, nesta terça-feira (13). É a primeira vez que as autoridades reconheceram o alto número de mortos em uma intensa repressão em duas semanas de agitação em todo o país. As informações são da CNN.
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A autoridade iraniana, falando à agência de notícias Reuters, disse que “terroristas” estavam por trás das mortes de manifestantes e do pessoal de segurança. A autoridade não forneceu um detalhamento de quem havia sido morto.
Os protestos, provocados pelas condições econômicas do país, tem sido o maior desafio interno para as autoridades há pelo menos três anos e ocorre em meio à intensificação da pressão internacional após os ataques de Israel e dos Estados Unidos no ano passado.
Regime do Irã deve executar outros manifestantes nesta quarta-feira
A Hengaw, uma organização de direitos humanos do Irã, informou que Erfan Soltani, de 26 anos, que foi preso em conexão com protestos na cidade de Karaj, será executado nesta quarta-feira (14).
Ainda de acordo com a Hengaw, que citou uma fonte próxima à família de Soltani, as autoridades disseram aos familiares que a sentença de morte era definitiva.
“O tratamento apressado e pouco transparente deste caso aumentou as preocupações sobre o uso da pena de morte como instrumento para reprimir protestos públicos”, disse o grupo.
A agência de notícias Reuters não pôde confirmar a informação de forma independente. A mídia estatal não noticiou nenhuma sentença de morte até o momento.

