Ao menos duas mil pessoas morreram em protestos no Irã; Direitos Humanos alertam para novas execuções

Por: Redação Jovem Pan News
em 13/01/2026 às 14:43 - Atualizado há 3 horas.
irã regime manifestantes
Foto: MAHSA / Middle East Images.

Cerca de duas mil pessoas, incluindo o membros da segurança, foram mortas em protestos no Irã, declarou uma autoridade do país, nesta terça-feira (13). É a primeira vez que as autoridades reconheceram o alto número de mortos em uma intensa repressão em duas semanas de agitação em todo o país. As informações são da CNN.

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A autoridade iraniana, falando à agência de notícias Reuters, disse que “terroristas” estavam por trás das mortes de manifestantes e do pessoal de segurança. A autoridade não forneceu um detalhamento de quem havia sido morto.

Os protestos, provocados pelas condições econômicas do país, tem sido o maior desafio interno para as autoridades há pelo menos três anos e ocorre em meio à intensificação da pressão internacional após os ataques de Israel e dos Estados Unidos no ano passado.

Regime do Irã deve executar outros manifestantes nesta quarta-feira

A Hengaw, uma organização de direitos humanos do Irã, informou que Erfan Soltani, de 26 anos, que foi preso em conexão com protestos na cidade de Karaj, será executado nesta quarta-feira (14).

Ainda de acordo com a Hengaw, que citou uma fonte próxima à família de Soltani, as autoridades disseram aos familiares que a sentença de morte era definitiva.

“O tratamento apressado e pouco transparente deste caso aumentou as preocupações sobre o uso da pena de morte como instrumento para reprimir protestos públicos”, disse o grupo.

A agência de notícias Reuters não pôde confirmar a informação de forma independente. A mídia estatal não noticiou nenhuma sentença de morte até o momento.