
A pesca da tainha na modalidade arrasto de praia foi suspensa nesse final de semana. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura após a modalidade atingir 90% da cota de captura autorizada para este ano.
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Pescadores devem retirar os barcos das praias e parar com todas as atividades da categoria até esta segunda-feira (8). A medida tem caráter preventivo para evitar que o limite estabelecido seja ultrapassado.
A atividade pesqueira da tainha em território catarinense costuma ocorrer entre os meses de maio e julho, mas a atual temporada de capturas durou apenas 38 dias antes do bloqueio.

O encerramento antecipado da pesca por arrasto de praia gerou inconformidade entre alguns pescadores de Florianópolis. Liberato Jorge, nativo do Sul da Ilha, com mais de 50 anos de atuação na pesca, contou em entrevista à Jovem Pan News as inseguranças.
“Eu não suporto essa cota. Isso não deveria existir para a pesca artesanal.” Segundo ele, há praias que são favorecidas durante o período, e outras não — o Campeche enfrentou uma série de dificuldades e totalizou menos de cinco toneladas do peixe. Enquanto isso, outras praias ultrapassaram as 40 toneladas.
Outro pescador, do mesmo rancho, também opinou: “Do jeito que está, não faz sentido. Talvez se existisse um limite de tainha por rancho… mas também não sei se daria certo”.
Santa Catarina passou por uma supersafra histórica neste ano. Em pouco tempo, altas quantidades do peixe foram capturadas, especialmente na região da Grande Florianópolis. Esse aumento drástico no volume de tainha fez com que o limite — que não havia sido atingido em 2025 — agora tivesse que ser controlado em menos da metade do tempo da temporada.

Os preços também foram afetados durante o período: muita tainha em pouco tempo abaixa o preço de venda, explica Liberato. O pescador conta que estava vendendo cada peixe da espécie a R$ 10,00, valor bem abaixo da média.
Agora, sem a tainha, os pescadores artesanais de Florianópolis terão que se reinventar. O nativo do Campeche afirmou que a meta agora é investir na anchova, por meio da pesca de arrasto de praia. Outros tipos de peixes também serão analisados para avaliar a viabilidade da pesca.

A safra na capital ultrapassou 400 toneladas de peixe. No final de maio, pescadores do Pântano do Sul — também no Sul da Ilha — comemoraram um dos maiores lanços da temporada, com mais de 17,5 mil tainhas.
Os profissionais relataram que a captura é quase inédita e esperavam ter a melhir safra dos últimos 40 anos. Com a medida ambiental do Governo, a boa temporada de pesca chega ao fim.

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