
A vitória do Avaí sobre o Figueirense no clássico de domingo (18), no Orlando Scarpelli, foi daquelas que entram para a história. Um 2 a 0 sem contestação no placar, construído em condições extremas, com muita chuva, campo alagado e um contexto totalmente adverso. Mesmo com erro de arbitragem, na expulsão injusta do zagueiro Allyson, em um lance que faltou personalidade ao árbitro Gustavo Bauermann para sustentar a decisão de campo, o Avaí foi maior. Superou o ambiente, superou as circunstâncias e venceu com autoridade.
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O Avaí venceu porque foi inteligente. Leu o jogo, leu o gramado e montou uma estratégia compatível com a realidade do clássico. Jogou de forma simples, objetiva, competitiva e eficiente. Foi o melhor Avaí do campeonato até aqui. Soube explorar um campo pesado, encurtou espaços, disputou cada bola como se fosse a última e resolveu o jogo ainda no primeiro tempo, com gols de Wallison e Talisson. Mérito total da comissão técnica e dos jogadores pela execução do plano.
Do outro lado, o Figueirense pagou caro pela falta de leitura do jogo. Faltou perspicácia ao técnico Waguinho Dias e à sua comissão. O Figueirense entrou confiando demais em um modelo que não cabia naquele cenário. Num gramado impraticável, insistiu em ideias que simplesmente não funcionavam. Sentou na autoconfiança, demorou a reagir e viu o rival ser mais preparado, mais adaptado e, sobretudo, mais competitivo.

As mudanças só vieram na etapa final, quando o estrago já estava feito. O Figueirense até tentou pressionar, mas o Avaí soube suportar bem, fechou os espaços, controlou emocionalmente o jogo e administrou a vantagem com maturidade. Uma vitória construída não apenas na técnica, mas na estratégia e na inteligência coletiva.
O resultado muda o cenário do campeonato. O Avaí chega fortalecido, confiante, e agora recebe a Chapecoense com a chance de confirmar a classificação. Já o Figueirense se colocou numa situação delicada. Vai precisar pontuar bem nos próximos jogos para não correr riscos de ficar fora. O primeiro desafio já é uma parada dura, fora de casa, em Concórdia, na quinta-feira (22). O clássico mostrou: quem lê melhor o jogo, vence. E neste domingo, o Avaí foi soberano.

