
1.600 granjas de Santa Catarina já estão sendo monitoradas após confirmação de caso da doença de Newcastle. Até dois dias atrás, na terça-feira (20), cerca de 133 aviários comerciais estavam em análise, representando um aumento de mais de 1.000% na fiscalização.
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O foco da doença foi confirmado neste domingo (18) em Nova Itaberaba, no Oeste do estado, pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). No dia seguinte, o México restringiu as importações brasileiras.
Agora, cinco países já decretaram restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas. Dois países bloquearam todo o Brasil, enquanto outros três optaram por excluir apenas Santa Catarina do radar de compras:
- Suspensão das importações provenientes de todo o Brasil: Malásia (carne, produtos cárneos e miúdos de aves) e México (aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização e aves de companhia).
- Suspensão das importações provenientes de Santa Catarina: Arábia Saudita (carne e produtos cárneos de aves); China (carne e produtos cárneos de aves) e Chile (ovos férteis, ovos SPF, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves, ovos para consumo humano e produtos cárneos contendo carne fresca de aves).

Controle em Santa Catarina
A doença de Newcastle tem altas taxas de mortalidade, afetando não só os perus, como também répteis, mamíferos e o próprio ser humano. Apesar disso, a doença não representa risco relevante para a população por meio do consumo de carne de aves e ovos devidamente preparados.

Apesar de nenhum dos animais apresentar sintomas, exames laboratoriais confirmaram a presença do vírus. A granja comercial, que abriga mais de 6 mil perus, foi interditada. Diversas aves foram sacrificadas.
Agora, ao menos 1.600 aviários comerciais estão sendo fiscalizados.
Exames investigam granjas de perus e frangos
As primeiras amostras foram coletadas em 21 de setembro, durante uma ação de vigilância na granja de Nova Itaberaba. Em 14 de outubro, novos testes foram realizados após resultados que indicaram a possibilidade de infecção. A confirmação ocorreu no sábado (18).
Após o diagnóstico, o Mapa acionou o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle e comunicou os países importadores sobre a ocorrência.







