
O debate eleitoral, como é feito hoje, parece ter chegado ao limite. Já não mobiliza os candidatos como antes, e a ausência deixou de representar um grande risco eleitoral. Foi assim na eleição presidencial e também em Santa Catarina. Candidatos escolheram quais debates enfrentar e, em muitos casos, não participar não trouxe um custo político evidente.
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Por isso, pouco muda para o eleitor se Jorginho Mello participasse ou não do último debate entre os candidatos ao governo, na NSC, ocorrido nesta terça-feira (29).
O evento certamente foi acompanhado por quem gosta de política, por jornalistas e por um público mais politizado. Mas perdeu alcance entre o eleitor que não acompanha a eleição de forma permanente e que hoje recebe informação por redes sociais, vídeos curtos e aplicativos de mensagem.
O problema não está no confronto de ideias. Está no formato. Os debates continuam repetindo uma fórmula criada para uma realidade de comunicação que já não existe. Enquanto o eleitor mudou a maneira de consumir informação, os encontros permaneceram praticamente iguais.
O desafio dos meios de comunicação é justamente esse: pensar um novo formato, mais dinâmico, mais atraente e conectado ao comportamento atual do eleitor. Não se trata de acabar com os debates, mas de fazer com que eles voltem a ser relevantes.






