
A Operação Linha Oculta foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (18) para investigar uma organização suspeita de introduzir drogas, celulares, medicamentos e outros itens proibidos no Complexo Penitenciário de Florianópolis.
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Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Florianópolis e Biguaçu para apurar um esquema estruturado dos próprios agentes de segurança da penitenciária.

Eles teriam beneficiado detentos ligados a uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional, facilitando a entrada dos materiais ilícitos e ocultado a atividade criminosa em troca de vantagens financeiras.
Os agentes seriam responsáveis pela entrada e distribuição de drogas aos detentos, além do ingresso de telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos de uso proibido nas unidades prisionais.

Operação investiga agentes e detentos
Ação é do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Os mandados foram expedidos pela Vara Regional de Garantias da Capital.


Os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. Depois, os objetos serão analisados pelas equipes responsáveis pela investigação.
Além das buscas, a decisão judicial determinou o afastamento cautelar do agente público e do vigilante terceirizado investigados. A medida tem duração de 90 dias.

A investigação tramita sob sigilo. Conforme o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas assim que houver autorização para tornar os autos públicos.
O nome Linha Oculta faz referência aos canais clandestinos de comunicação que seriam mantidos por integrantes da organização criminosa por meio da entrada irregular de celulares no sistema prisional. A denominação também remete à estrutura utilizada para viabilizar e ocultar as atividades investigadas.







