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El Niño deve atingir intensidade máxima nas próximas semanas

Fenômeno coloca Santa Catarina em alerta para chuvas na primavera e Defesa Civil pede atenção

El Niño deve atingir intensidade máxima nas próximas semanas
Foto: Defesa Civil/Divulgação

O El Niño ganhou força e pode ser classificado como muito forte nas próximas semanas, segundo o monitoramento da NOAA (agência norte-americana de oceanos e atmosfera), divulgado pela Defesa Civil nesta quarta-feira (09).

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O Pacífico Equatorial registra atualmente uma anomalia de 1,8°C na região usada para medir a intensidade do fenômeno. Em Santa Catarina, a Defesa Civil mantém o acompanhamento contínuo e aponta a primavera de 2026 e o outono de 2027 como períodos que exigem maior atenção para possíveis impactos nas chuvas.

O El Niño é caracterizado quando a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 permanece pelo menos 0,5°C acima da média climatológica por vários meses. A partir desse índice, o fenômeno é classificado como fraco, moderado, forte ou muito forte.

Com a atual anomalia de 1,8°C, o fenômeno está na categoria forte. Caso ultrapasse 2°C, será considerado muito forte, classificação que também é conhecida como “Super El Niño”.

El Niño não deve, necessariamente, causar eventos extremos

Apesar da intensidade, a Defesa Civil estadual alerta que isso não significa necessariamente a ocorrência de grandes desastres em Santa Catarina.

Segundo o órgão, a intensidade do fenômeno não determina sozinha a dimensão dos eventos extremos. As enchentes que atingiram o Vale do Itajaí em 2023 e o Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram durante um El Niño moderado.

Já em Santa Catarina, a enchente de 2023 levou o Rio Itajaí do Oeste, em Rio do Sul, a superar 13 metros, enquanto eventos associados ao El Niño de 2015 e 2016 foram menos intensos.

El Niño deve atingir intensidade máxima nas próximas semanas
Foto: Defesa Civil/Divulgação

O histórico também mostra que eventos severos podem ocorrer durante a La Niña, fenômeno oposto ao El Niño. A Defesa Civil cita os desastres de 2008, as enchentes no Alto Vale do Itajaí em 2011 e o ciclone-bomba de 2020 como exemplos.

A previsão dos impactos depende, portanto, da combinação de diferentes fatores climáticos. Entre eles está a oscilação de Madden-Julian, um padrão que se desloca pelos trópicos a cada 30 a 60 dias e alterna períodos mais úmidos e secos.

Historicamente, o El Niño tende a favorecer o aumento das chuvas em Santa Catarina, principalmente durante as estações de transição. Por isso, a primavera deste ano e o outono de 2027 estão entre os períodos que recebem maior atenção dos meteorologistas.

A Defesa Civil afirma que realiza o monitoramento das condições climáticas 24 horas por dia e também desenvolve ações de preparação para possíveis eventos severos.

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