Advogado desmente ex-delegado geral e afirma falta de provas no caso Orelha

Defesa de dois dos adolescentes investigados nega versão do ex-delegado geral Ulisses sobre a existência de provas nos celulares analisados

Resumo da Notícia

Defesa de dois dos adolescentes investigados nega a existência de qualquer prova nos celulares analisados

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Fotos: Juan Bonifácio

O advogado dos adolescentes negou a versão dos fatos defendida pelo ex-delegado geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no caso do Cão Orelha. Segundo a defesa dos adolescentes, os celulares foram analisados e nenhuma prova da suposta agressão foi encontrada.

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Entrevista com Alexandre Kale foi realizada no Jogo do Poder desta segunda-feira (01), conduzida por Emanuel Soares. Confira o relato completo aqui:

Kale é parte do time jurídico que respondeu pela defesa de dois dos adolescentes supostamente envolvidos no caso do Cão Orelha. O advogado foi diretor de Inteligência da SSP-SC (Secretaria de Estado da Segurança Pública), diretor da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) e atuou na PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina) por mais de 30 anos.

O ex-delegado geral do Estado afirmou, na última quinta-feira (28), a existência de provas no celular de um dos adolescentes. Ulisses enfatizou que, “com base no que foi apurado pelos delegados que atuaram no caso, tinha extração de mensagens e outros elementos de prova no caso Orelha, como testemunhas, que teriam indicado autoria”.

“Ao final das investigações, havia indícios e provas da participação de um dos adolescentes”, defendeu Ulisses Gabriel. Entretanto, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu o arquivamento do inquérito por falta de qualquer indício de agressão por parte dos jovens.

Advogado defende versão do MSPC no caso Orelha

O advogado Alexandre Kale afirmou que, ao final da investigação, “nada ficou provado. Nenhum vestígio ou indício, inclusive nos dispositivos eletrônicos apreendidos e nas imagens coletadas”.

Para ele, “tudo não passou de um grande boato”. Kale contou que as famílias dos adolescentes tiveram que ficar ‘presas’ em casa, e o caso gerou um trauma nos próprios jovens: “foi um dano irreparável”.

“O Ministério Público fez exaustivas diligências e não encontrou nenhum elemento que apontasse que esse adolescente tivesse concorrendo a alguma ação envolvendo maus-tratos ao cachorro”, explicou Kale.

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Foto: Reprodução/ND Mais.

Alexandre disse não lhe cabe fazer juízo de valor a respeito do ex-delegado geral ou ao trabalho da PCSC, mas o assunto já estaria esgotado, pois todas as provas já foram analisadas.

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