Laudo aponta que fraturas do cão Orelha não foram causadas por ação humana

Orelha foi exumado neste mês após determinação do Ministério Público de Santa Catarina para apurar as possíveis causas da morte do animal.
Por: Redação
em 26/02/2026 às 16:24 - Atualizado há 32 minutos.
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Foto: Reprodução/ND Mais.

As fraturas e lesões que resultaram na morte do cão Orelha, morto na Praia Brava em janeiro deste ano, não teriam sido causadas por ação humana. É o que indica o laudo pericial realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina divulgado nesta quinta-feira (26). As informações são da Folha de São Paulo. 

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De acordo com os peritos Igor Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias, “todos os ossos foram minuciosamente examinados visualmente” e que “não foram constatadas fratura ou lesão que pudessem ter sido causadas por ação humana, nem mesmo no crânio”. A análise, contuto, não indica a causa da morte do animal.

O documento ainda afirma que “sobre a possibilidade de ter sido cravado um prego na cabeça do animal, veiculada em redes sociais e veículos de comunicação, não foi constatado qualquer vestígio que sustente tal hipótese”. Segundo os peritos, o objeto teria deixado um ferimento circular no crânio de Orelha, o que não foi verificado.

No entanto, não é possível afirmar que não houve ação contunente na cabeça do cachorro.

“A ausência de fraturas no esqueleto do animal não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo”, diz o laudo.

Orelha foi exumado neste mês após determinação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) para apurar as possíveis causas da morte do animal.

“É plenamente plausível que o animal tenha sofrido um trauma contunente na cabeça em um dia e piorado clinicamente de forma progressiva até outro. O aparecimento de efeitos secundários depende de uma resposta individual do animal”, finaliza o documento.