
Durante muito tempo, saúde e bem-estar foram discutidos principalmente em relação a hábitos individuais: alimentação, atividade física e sono.
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Nos últimos anos, porém, pesquisadores têm chamado atenção para outro fator igualmente importante: o ambiente em que vivemos.
Arquitetura, iluminação, ventilação, ruído e materiais utilizados nos espaços têm impacto direto no corpo humano, influenciando níveis de estresse, qualidade do sono, concentração e recuperação física.
Um relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que ambientes urbanos mal planejados estão associados ao aumento de doenças respiratórias, transtornos de ansiedade e sedentarismo.
Por outro lado, estudos em arquitetura e neurociência mostram que espaços com luz natural, contato com elementos naturais e circulação de ar adequada podem reduzir significativamente o estresse.
Pesquisas da Harvard School of Public Health indicam que ambientes com melhor qualidade de ar e iluminação natural podem aumentar em até 26% o desempenho cognitivo e reduzir sintomas de fadiga mental.
Esse entendimento também impulsiona o design biofílico, abordagem que busca aproximar os espaços construídos da natureza. Materiais naturais, vegetação, luz e texturas orgânicas aparecem em projetos contemporâneos para além da estética, compondo ambientes que favorecem o equilíbrio físico e emocional do corpo humano.
Mas o impacto do ambiente não se limita ao indivíduo, ele também molda a forma como nos relacionamos.
Com a intensificação do ritmo urbano e o avanço do trabalho digital, cresce a necessidade de espaços que ofereçam cuidado e conexão, combinando saúde física e social.
Nesse contexto, o conceito de “terceiro lugar”, popularizado pelo sociólogo Ray Oldenburg, volta ao centro do debate: ambientes que não são nem casa (primeiro lugar) nem trabalho (segundo lugar), mas espaços de convivência e construção de comunidade.
Estudos da Harvard School of Public Health mostram que a falta de vínculos sociais está associada a níveis mais altos de estresse, ansiedade e até mortalidade precoce. Em contrapartida, ambientes que estimulam pertencimento impactam diretamente a qualidade de vida.
Em diferentes cidades do mundo, surgem espaços que combinam movimento, recuperação, cultura e convivência, funcionando quase como clubes contemporâneos dedicados ao cuidado e a conexão.
Em Florianópolis, a AVVA, wellness house que será inaugurada na cidade, nasce conectada a essa lógica:
“Durante muito tempo, os espaços dedicados ao corpo foram pensados apenas como lugares de treino. Mas o que percebemos é que as cidades também precisam de lugares de cuidado. A AVVA nasce dessa ideia: criar um espaço onde as pessoas possam não só treinar, mas permanecer, se encontrar e construir uma relação mais consciente com o corpo e com a própria vida.”
— Mozart, diretor e fundador da AVVA
A AVVA se apresenta como um ponto de cuidado e convivência dentro da cidade. Um ambiente onde movimento, pausa e encontro possam coexistir dentro da rotina urbana.
Porque, em um cotidiano cada vez mais acelerado, o bem-estar também não depende apenas do que fazemos, mas dos espaços que habitamos e das relações que construímos neles.


