Florianópolis instala novas armadilhas para monitorar mosquito da dengue

Município amplia uso de ovitrampas para reforçar o combate ao Aedes aegypti e reduzir riscos de transmissão da dengue, Zika e chikungunya
Por: redacao
em 12/11/2025 às 09:58 - Atualizado há 4 meses.
Florianópolis instala novas armadilhas para monitorar mosquito da dengue
Foto: Imagem Ilustrativa/Reprodução

A Prefeitura de Florianópolis inicia nesta quarta-feira (12) a instalação de novas armadilhas para o monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. A ação faz parte das estratégias contínuas da Vigilância Epidemiológica e do DCZ (Departamento de Controle de Zoonoses) para acompanhar o vetor e fortalecer o combate às doenças em todas as regiões da cidade.

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Até outubro, o município registrou cerca de 1.867 casos confirmados de dengue, com 140 internações e três mortes. O número representa uma queda expressiva em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 11.740 casos, 283 internações e 23 óbitos.

As novas armadilhas, conhecidas como ovitrampas, são simples e eficazes. Elas consistem em um recipiente preto com água e uma palheta de madeira, que reproduz o ambiente ideal para o depósito de ovos do mosquito. Serão instaladas mais de 1.200 unidades em todos os bairros, respeitando uma distância média de 300 metros entre elas, conforme as normas do Ministério da Saúde.

Alguns dias após a instalação, as equipes de ACEs (Agentes de Combate a Endemias) recolhem as palhetas e encaminham o material ao laboratório para a contagem e análise dos ovos. Esses dados permitem identificar o nível de infestação nos diferentes bairros e regiões, facilitando o direcionamento das ações de controle, bloqueios e campanhas educativas.

“Essas armadilhas serão permanentes, com a substituição das palhetas, análises laboratoriais regulares e monitoramento mensal. Assim, podemos mapear com precisão os locais de circulação do mosquito e direcionar nossos esforços de maneira mais eficiente, sempre com o apoio fundamental da população”, destaca a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Marinice Teleginski.

Mesmo com o reforço tecnológico, o trabalho dos agentes continua essencial. As ovitrampas não substituem as visitas domiciliares — elas apenas indicam as áreas prioritárias, permitindo que as equipes concentrem as ações de orientação, eliminação de criadouros e controle direto do Aedes aegypti.

A Secretaria de Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental para manter a queda nos casos. Entre as principais medidas de prevenção estão eliminar recipientes que acumulem água parada, manter caixas d’água bem fechadas, limpar calhas e ralos e evitar o acúmulo de lixo e entulho em quintais e terrenos.