
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) deflagrou a operação Thánatos na manhã desta quarta-feira (01). A investigação apura um possível método ilícito de encaminhamento de pessoas mortas a uma funerária.
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R$ 80 mil em espécie foram encontrados nos endereços dos investigados, durante o cumprimento dos nove mandados de busca e apreensão no município de Lages, na Serra Catarinense.
Segundo o MPSC, transferências bancárias compatíveis com o padrão de propina teriam sido pagas a diversos servidores públicos — indicando suspeitas de corrupção ativa e passiva. Esses funcionários tinham acesso direto às informações sobre óbitos que acontecem na região.
Em troca do dinheiro, os funcionários encaminhavam as pessoas falecidas para uma empresa funerária específica. Com isso, os representantes da funerária conseguiam chegar até o cadáver antes mesmo dos familiares, já que sabiam sobre as ocorrências atendidas pelo SAMU, no Hospital Tereza Ramos, na UPA e em residências.
O caso virou alvo de suspeita, pois uma empresa estava sendo favorecida em detrimento das demais. Isso viola o sistema de rodízio municipal, que possibilita oportunidades semelhantes às funerárias.



