Drogas, cigarro e gravidez: veja como se comportam os adolescentes catarinenses segundo dados do IBGE

Florianópolis lidera as capitais com maior consumo de maconha; em SC, pais e adolescentes fumam mais cigarro do que a média brasileira
Por: Ana Horst
em 27/03/2026 às 14:27 - Atualizado há 1 hora.
adolescentes catarinenses
Foto: Agência Brasil/Reprodução

A PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) foi divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e dá conta das mudanças no comportamento dos estudantes de Santa Catarina e do Brasil. Os dados são referentes ao censo de 2024, coletados de abril a dezembro, e mostram como agem e pensam os adolescentes de 13 a 17 anos, de escolas públicas e particulares.

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O documento completo da pesquisa conta com 241 páginas e a redação da Jovem Pan News selecionou os dados mais chamativos sobre os jovens catarinenses. São abordados consumo de álcool, drogas e cigarro, bem como fatores comportamentais e familiares.

Álcool

Santa Catarina tem o segundo maior percentual de jovens que já utilizaram bebidas alcoólicas alguma vez. Os catarinenses que beberam antes dos 18 anos representam 62,8%, perdendo apenas para os adolescentes do Rio Grande do Sul, que totalizam 65,9%.

O ranking se mantém no consumo recente: Santa Catarina fica na vice-liderança, com 27% dos adolescentes tendo bebido nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Já a maior prevalência para os meninos menores de 18, que já beberam, é em Santa Catarina (58,9%).

Foto: Stefani Reynolds/AFP/Reprodução

Drogas

Florianópolis é a capital brasileira com o maior percentual de adolescentes que já fumaram, ou fumam recorrentemente, maconha. 15,6% dos estudantes de Florianópolis relataram já ter consumido alguma droga ilícita. O índice é muito superior à média das capitais (9,4%).

A pesquisa ainda mostrou um uso precoce da droga por estudantes menores de 13 anos.

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Foto: David McNew/Getty Images/AFP

Cigarros e vapes

Os jovens estão fumando cada vez mais, tanto em cigarros convencionais quanto nos eletrônicos – os chamados ‘vapes’ ou ‘pods’.

Se em 2019, 21% dos adolescentes do Estado já haviam consumido cigarro ao menos uma vez, essa taxa cresceu para 28% no censo mais recente. O número é bem acima da média brasileira, de 18,5%.

Quanto ao modo de conseguir o cigarro convencional, 36,4% dos escolares compraram em uma loja, bar, botequim, padaria ou banca de jornal. Apenas 3,1% afirmou que algum vendedor já se recusou a vender o cigarro por conta de sua idade.

O comportamento adolescente segue o dos adultos: em SC, o número de pais fumantes chega a quase 30%, enquanto a média brasileira é de 24%.

Já com relação aos vapes, dois a cada cinco jovens catarinenses já usaram o dispositivo ao menos uma vez – 38,7%. O movimento segue o padrão brasileiro, estando em sexta posição entre os estados.

Foto: BRLiquids/Reprodução

Relações sexuais

Em 2024, o percentual de brasileiros de 13 a 17 anos que já iniciaram a vida sexual foi de 30,4%. O estudo mostrou que alunos de escolas públicas iniciaram antes, com 32,7% tendo relação sexual. Na rede privada, o número foi menor: 18,3%.

Dentre as pessoas entrevistadas em SC que já tiveram relações sexuais, 25,9% afirmam ter começado com 13 anos ou menos. Esse índice é abaixo da média brasileira, de 36,8%.

A gravidez na adolescência também foi abordada na PeNSE. Dentre as meninas que já tiveram relações, uma a cada 20 engravidaram em Santa Catarina (5,6%). A média brasileira fica em 7,3%.

Ainda sobre as meninas nessa faixa, quatro a cada 10 já tomaram pílula do dia seguinte com menos de 18 anos, tanto em SC quanto no Brasil. A nível nacional, houve uma redução no uso de camisinhas, aproximando-se dos 50% de uso.

Foto: Banco de imagens

Comportamental

A pesquisa do IBGE também mostrou outros dados relacionados a vivências cotidianas. O maior percentual de alunos que declararam morar com pai e mãe está em Santa Catarina, com 61,4%. O número de pais presentes morando juntos é maior do que a média nacional, de 54,6%.

Ao analisar o “sentimento em relação ao próprio corpo” entre adolescentes de 13 a 17 anos, 58,0% afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a própria imagem. Já 27,2% relataram insatisfação ou muita insatisfação. Os outros 14,0% disseram ser indiferentes.

Ainda, aproximadamente o dobro das meninas se mostraram insatisfeitas em comparação aos meninos — 36,1% contra 18,2%. Especificando os adolescentes da Região Sul, tanto as meninas (38,9%) quanto os meninos (27,5%),
foram os que mais expressaram o desejo de perder peso em todo o país.

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Foto: Marco Cavalcanti/UFU/Reprodução