
Um empurra-empurra generalizado entre parlamentares marcou a votação desta quinta-feira sobre a queda do sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Lula (PT), no âmbito da CPMI do INSS. Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado e socos foram desferidos durante a confusão.
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Diversos deputados tiveram que ser separados. Entre eles, o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
A sessão foi suspensa após a confusão por alguns minutos e logo retomada. Um dos socos teria atingido o deputado Luiz Lima, segundo o próprio. Já Rogério Correa admitiu ter desferido o golpe enquanto estava sendo empurrado. Correa se desculpou em seguida.
Por conseguinte à briga, o parlamentar Paulo Pimenta (PT-RS) solicitou a anulação do resultado da votação da CPMI do INSS.
“No momento da votação tem um contraste. A imprensa tem essas imagens, a secretaria da Casa tem as imagens. O resultado da votação foi 14 a 7. A TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes”, afirmou.
“Eu requeiro que anule o resultado por erro na contagem e anuncie o resultado verdadeiro. Não havendo esse entendimento, vamos interpretar como uma ação do senhor para fraudar o resultado da votação e iremos até o presidente do Congresso para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui. E faremos uma representação no Conselho de Ética por decisão de fraudar o resultado da votação”, prosseguiu.
O presidente da CPI mista do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), rejeitou o pedido de anulação, afirmando que não seria possível a recontagem, já que o cálculo havia sido feito duas vezes.
Nesta tarde, governistas estiveram na Residência Oficial do Senado para solicitar formalmente a anulação da votação ao presidente Davi Alcolumbre. Eles argumentam ainda que o filho do presidente não é investigado.


