Ministro do STJ é afastado após caso de importunação sexual ocorrido em SC

Marco Buzzi enfrenta duas acusações de mulheres distintas; uma delas narrou que o abuso teria acontecido em Balneário Camboriú, em SC
Por: Redação
em 10/02/2026 às 12:43 - Atualizado há 6 horas.
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Ministro é acusado de assediar mulher de 18 anos em Balneário Camboriú, em SC. Foto: Gustavo Lima/STJ.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou o afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi, alvo de denúncia de importunação sexual ocorrida em Balneário Camboriú, Litoral de SC. A decisão foi tomada durante sessão extraordinária realizada na manhã desta terça-feira (10). As informações são da CNN.

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Durante esse período, Buzzi não poderá acessar o gabinete, usar carro oficial e exercer as prerrogativas do cargo. Uma nova sessão foi convocada para o dia 10 de março, quando os colegas analisarão a sindicância interna.

Buzzi é acusado de importunação sexual contra duas mulheres. Uma delas – a primeira denunciante, é uma mulher de 18 anos que relatou ter sofrido o crime em janeiro deste ano. O episódio teria ocorrido durante as férias em Balneário Camboriú, em SC, quando a jovem, filha de um casal de amigos do ministro, decidiu tomar um banho de mar. De acordo com o relato, ele tentou agarrá-la três vezes.

“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, afirmou em nota.

Nesta segunda-feira (9), o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou que apura uma segunda denúncia de assédio contra o ministro. A suposta vítima prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça.

Sobre os casos ocorridos em SC, a defesa do ministro Buzzi disse que ainda não teve acesso aos autos e criticou o que chamou de vazamentos. Afirmou que o magistrado “não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”.

“O vazamento antecipado de informações não checadas, alheias aos canais institucionais e antes mesmo do acesso da defesa aos autos, revela um esforço deliberado de constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais”, diz a nota.