Mário Motta apresenta lei Orelha para endurecer penas em casos de maus-tratos a animais

Segundo o parlamentar, a lei Orelha visa responsabilizar pais ou tutores por crimes cometidos por adolescentes tutelados
Por: Redação
em 26/01/2026 às 17:55 - Atualizado há 4 horas.
mario motta cão orelha
Foto: Alesc/Divulgação.

O deputado estadual Mário Motta (PSD) apresentou nessa segunda-feira (26), um projeto de lei conhecido como Lei Orelha, que propõe mudanças na responsabilização administrativa em casos de maus-tratos contra animais praticados por menores de idade. Com o projeto, pais ou responsáveis passam a ser responsabilizados administrativamente quando maus-tratos forem praticados por menores sob sua tutela.

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A iniciativa surge após o assassinato brutal do cão comunitário Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, que chocou Santa Catarina e teve repercussão nacional. Segundo o parlamentar, o episódio expôs falhas na legislação atual, especialmente no que diz respeito à responsabilização de pais ou responsáveis legais quando o crime é cometido por adolescentes.

O projeto da lei Orelha prevê aplicação de multa em dobro nos casos de lesão grave ao animal e multa em triplo quando houver morte.

Segundo o deputado, a proposta não tem caráter punitivo por vingança, mas educativo e preventivo

“A Lei Orelha não é sobre vingança. É sobre criar mecanismos para que episódios como esse não se repitam. Continuaremos acompanhando os desdobramentos desse caso, mas enquanto isso, mudaremos a legislação estadual para garantir que esse tipo de crime não volte a acontecer”, afirma.

O projeto agora segue para tramitação na Assembleia Legislativa, onde será analisado pelas comissões permanentes antes de ir a plenário.