
Após o presidente da Casan, Edson Moritz, afirmar que a empresa acionará a Justiça por rompimento de contrato por parte do município de Chapecó, o prefeito João Rodrigues (PSD) subiu o tom das cobranças e prometeu a privatização da empresa em caso de eventual governança do Estado de Santa Catarina. A fala aconteceu durante o Jogo do Poder desta terça-feira (10) em entrevista ao jornalista Emanuel Soares.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
Segundo Rodrigues, o motivo principal da quebra contratual é o descumprimento de metas estipuladas no passado, quando o acordo foi firmado. Entre elas, a cobertura da rede de saneamento e a perda de água durante as operações da empresa.
“A ampliação da rede de tratamento de esgoto não foi cumprida. O problema de perda de água, que hoje é de 40% e deveria ser, no máximo, 30%. A cidade ficou sem água por muito tempo na virada de 2021 para 2022 e de 2022 para 2023. Eu não culpo a gestão atual. É o histórico da empresa. Eu sendo governador do Estado, eu privatizo a Casan. Tudo que está na mão da iniciativa privada anda mais rápido do que no setor público, que é muito complexo por questões políticas e burocráticas”, afirma.
Durante a segunda-feira (9), o presidente Moritz foi questionado a respeito das declarassões pregressas de Rodrigues – que desde o fim da última semana dava conta de que uma empresa privada seria licitada para assumir os serviços de água e saneamento de Chapecó.
Na ocasião, disse que se trata de “uma decisão política do prefeito, a responsabilidade é dele e a Casan vai acionar judicialmente nos próximos dias”.
Como resposta, o prefeito afirma que a “responsabilidade de colocar fezes na água do cidadão” é da Companhia. Ainda, afirma que não se trata de uma decisão política, mas de desfazer um acordo que não mais sustenta as demandas do município – que deve, agora, criar uma companhia municipal durante período transitório até que seja feita uma nova licitação.
“O primeiro passo nosso é uma licitação para contratar em uma empresa especializada no assunto que atue sob nossa gestão. E aí, então, criamos uma companhia municipal de água e esgoto que fará a transição até que essa nova empresa privada, com expertise, possa assumir os serviços”, finaliza.

