
A pré-candidatura à Alesc (Assembleia Legislativa de SC) do delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, enfrenta um cenário de desgaste que já ultrapassa a crítica externa e alcança a base do próprio governo. O ambiente político, que exige construção de alianças, começa a registrar ruídos públicos e estratégicos.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
Em publicação no Instagram, o deputado estadual Ivan Naatz, do Partido Liberal, afirmou que a apuração da Polícia Civil priorizou a exposição e narrativas no caso envolvendo cães comunitários. A declaração, feita por um parlamentar aliado, sinaliza desconforto interno e coloca em xeque a condução institucional em um momento sensível.
O episódio se soma ao protesto registrado em frente à Secretaria de Estado da Segurança Pública de Santa Catarina, onde manifestantes entoaram gritos de “fora delegado”. A combinação de pressão popular com críticas da base governista projeta um ambiente político mais complexo para quem pretende disputar uma vaga na Alesc.
O caso do cão Orelha, pela repercussão social, tende a permanecer como sombra sobre a pré-candidatura enquanto não houver uma resposta que pacifique o debate público. Em política, a narrativa não se dissocia da responsabilidade institucional. E, nesse cenário, administrar percepção passa a ser tão decisivo quanto conduzir investigações.


