Daniela Reinehr fala de mágoas contra Moisés e antecipa duelo por vaga na Câmara dos Deputados

Ex-vice-governadora e atual deputada federal critica postura do ex-governador Carlos Moisés, que articula retorno à política e pode enfrentá-la na disputa por vaga em Brasília
Por: Redação
em 23/02/2026 às 14:44 - Atualizado há 2 horas.
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Foto: Juan Bonifácio/Jovem Pan News.

A deputada federal e ex-vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr (PL), não esconde rusgas com o ex-governador Carlos Moisés (Sem Partido), comparando à relação entre a atual composição do Executivo estadual. As declarações, dadas durante o Jogo do Poder desta segunda-feira (23), confirmam que a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados já começou – já que Moisés tenta voltar à política como deputado federal, cargo que Reinehr disputa a reeleição.

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“O Moisés poderia ter me deixado lá, mas ele quis torturar. A vice, de agora, está muito bem com o governador. E estamos muito felizes com o governador. Na minha situação, assim que nos elegemos, o governador vira a casaca e queria que eu seguisse ele. O que devemos ao eleitor de Santa Catarina é a proposta pela qual fomos eleitos. Não podemos sair dela. Ele quis virar um filhote de Dória”. 

Ao jornalista Emanuel Soares, a parlamentar afirma ter ficado isolada enquanto vice-governadora na gestão passada. Segundo ela, foram “quatro anos de muito sofrimento”, sem recursos para executar ações executivas ou atos políticos dentro do governo. 

“É muito fácil ser fiel na bonança. Difícil é na escassez. Hoje, olho para trás e me pergunto como sobrevivi a tudo aquilo, aquele impeachment. Eu abri mão de muita coisa para estar aqui. Consegui provar minha inocência naquele impeachment totalmente político e persecutório, foi uma violência política”.

Ainda, a parlamentar analisou as ações na Câmara dos Deputados, comparando ao que não pode realizar dentro do Executivo. 

“Como deputada federal, tenho autonomia para fazer o que acredito que é correto, mas há limitações dentro de nossa atuação. Quando conseguimos aprovar algo, derrubam a decisão. Um caso emblemático é o IOF. Nós derrubamos na Câmara, mas o presidente da República solicitou que o Judiciário derrubasse o veto. E assim foi feito”.

Confira a entrevista completa sobre a disputa na Câmara dos Deputados