Apuração da PF aponta envolvimento de políticos no caso do Banco Master

À reportagem da Folha, fontes anônimas dentro da Polícia Federal afirmaram que foram feitos “vários achados” com menções a figuras públicas
Por: Redação
em 30/01/2026 às 16:16 - Atualizado há 1 dia.
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Foto: GettyImages.

As investigações da Polícia Federal sobre escândalo do Banco Master dão conta de um possível envolvimento de políticos com foro especial no caso. As investigações da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontam para referências a lideranças partidárias e altas autoridades políticas brasileiras. As informações são da Folha de São Paulo.

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À reportagem da Folha, fontes anônimas dentro da Polícia Federal afirmaram que foram feitos “vários achados” com menções a figuras públicas. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

As referências aos políticos não teriam relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda do Banco de Brasília.

As novas informações passarão por uma investigação aprofundada para determinar se houve participação de autoridades nos esquemas de fraudes do banco. Os dados serão somados aos já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com vendas de CDBs.

Caso o inquérito envolvendo a negociação BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a eventual investigação envolvendo políticos poderá continuar sob a supervisão do Supremo.

Nesta semana, o ministro do STF, Dias Toffoli, vai analisar a possibilidade de remessa das investigações sobre o Banco Master à primeira instância após o término das investigações. 

“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, diz nota do gabinete do ministro.