
A mulher acusada de dopar e matar o marido voltou a ser julgada por um novo júri popular nesta quinta-feira (19), em Florianópolis. Camila Fernanda Franca Pereira era esposa da vítima e foi absolvida em um primeiro julgamento, em 2025. Na ocasião, a decisão foi anulada.
Clique aqui e receba as notícias do Tudo Aqui SC e da Jovem Pan News no seu WhatsApp
Conforme a denúncia, Sagaz foi encontrado morto nas dunas da Praia do Moçambique, praia de mar aberto de Florianópolis, em 29 de agosto de 2023, após receber 36 facadas.
Procurada, a defesa da acusada disse que irá “fazer com que o resultado do julgamento anterior se repita”. Camila foi presa cerca de um mês depois, no bairro Ingleses, onde morava com Sagaz. Ela responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
A motivação para o crime, segundo o MP, seriam desentendimentos relacionados às finanças da empresa do casal. Ela ainda teria como buscava o valor do seguro de vida e ficar com os bens dele.
À época, a Polícia Civil de Florianópolis afirmou que para cometer o crime Camila teria dopado o companheiro em casa. A dinâmica da morte não foi detalhada pelas autoridades.
Segundo o TJ, o Conselho de Sentença reconheceu que a ré cometeu o crime, mas optou por absolvê-la. Em relação à ocultação de cadáver, os jurados entenderam que o corpo da vítima foi escondido, porém não atribuíram a Camila a autoria do ato.
A defesa sustentou que ela sempre negou participação no crime e que a absolvição ocorreu após a apresentação de novos elementos, trazendo uma nova perspectiva do caso aos jurados. De acordo com o advogado Alessandro de Sousa, essa prova, mantida sob sigilo, teria sido ignorada pela acusação.
Procurado, o promotor de Justiça André Otávio Vieira de Mello afirmou considerar que a absolvição foi contrária às provas constantes nos autos, destacando que a decisão foi tomada por maioria do Conselho de Sentença, e não de forma unânime.


