
Um esquema de fraudes contra o SC Saúde, o plano de saúde dos servidores estaduais de Santa Catarina, pode ter atingido o valor de R$10 milhões de reais. A Polícia Cívil de Santa Catarina deflagrou uma operação na quinta-feira (9) para apurar se procedimentos cirúrgicos pagos pelo plano foram superfaturados. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em quatro estados. Nenhum servidor público é investigado.
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A operação foi motivada por uma denúncia realizada pela direção do SC Saúde, após a identificação de que cirurgias de coluna via vídeo endoscopia, realizadas por decisão judicial já que o procedimento não era coberto pelo plano, estavam sendo recomendadas por médicos com valores considerados acima do preço de mercado. “No início, eram ações de R$100 mil. Com o passar do tempo, começaram a custar R$200 mil, R$300 mil, até chegar a R$600 mil”, explica Enore Crippa, diretor do SC Saúde.
O procedimento cirúrgico em questão foi incluído no rol de serviços do SC Saúde em dezembro e custa, em média, R$31 mil. Em nota, a Polícia Cívil divulgou que o prejuízo aos cofres públicos pelas cirurgias superfaturadas chega a, no mínimo, R$6 milhões. O diretor Crippa afirma que o valor deve ser maior, já que nos meses após o plano entregar os documentos para a polícia, mas antes do procedimento ser coberto, mais cirurgias foram realizadas. “Nós estimamos que o custo destas cirurgias chegue próximo aos R$10 milhões”, disse.
Em Santa Catarina, mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Florianópolis, Joinville e Palhoça. Locais em Campos dos Goytacazes (RJ), Belo Horizonte (MG) e Uberlândia (MG) também foram alvos da operação, batizada de Dose Extra. Os suspeitos são investigados pelos crimes de Organização Criminosa e Estelionato Majorado. Cinco empresas envolvidas estão proibidas de firmarem contratos com o Estado de Santa Catarina.
Por Arthur Westphalen


