
Um detento do Presídio de Araranguá foi encontrado morto na última semana com cerca de 160 perfurações em diversos locais no corpo. O inquérito que investiga as circunstâncias da morte foi concluído na terça-feira (10) e resultou na prisão de três suspeitos indiciados por homicídio duplamente qualificado e fraude processual.
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O assassinato foi motivado por um desentendimento entre a vítima e os três algozes. Ele estaria jogando baralho próximo à porta do alojamento quando foi atacado por dois dos suspeitos com vergalhões afiados.
Após os dois primeiros golpes, o homem tentou se esconder na cama, mas os ataques continuaram. De acordo com o delegado responsável pelo caso, um dos suspeitos assumiu a autoria do crime para um guarda penitenciário. No entanto, durante o interrogatório na Polícia Civil de Araranguá, o homem permaneceu em silêncio. Isso teria levantado suspeitas sobre o envolvimento de outras pessoas no ato.
Segundo as testemunhas, outros dois detentos, além do suspeito inicial, estavam envolvidos na morte de Machado.
“Eles contaram com detalhes como foi essa empreitada criminosa. O homicídio causou revolta até nos próprios detentos pela crueldade do crime”, afirmou o delegado.
Logo após a morte, a investigação aponta que o homem foi levado aos fundos do alojamento por um terceiro suspeito, que lavou o corpo com água sanitária para remover possíveis impressões digitais.

