UFSC lança documentário sobre os cinco anos da tragédia ambiental na Lagoa da Conceição; assista aqui

Por: Redação
em 26/01/2026 às 12:55 - Atualizado há 50 minutos.
lagoa da conceição ufsc
Foto: UFSC/Divulgação.

Através do Leimac (Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação), a UFSC lançou nesta segunda-feira (26) um curta-documentário sobre os cinco anos da tragédia ambiental ocasionada pelo rompimento da barragem da lagoa de evapoinfiltração da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento na Lagoa da Conceição – um dos santuários ecológicos de Florianópolis. 

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O material está disponível no canal no Youtube da UFSC e foi filmado e editado pelo premiado cineasta ambiental Todd Southgate, residente da cidade. Com dados, o vídeo expõe a continuidade dos problemas no Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição.

Em 25 de janeiro de 2021, a estrutura liberou milhares de litros de efluentes. A enxurrada atravessou uma extensa área de dunas protegidas, inundou ruas, destruiu 75 casas e lançou toneladas de sedimentos e matéria orgânica na Lagoa da Conceição, um dos principais cartões-postais de Florianópolis.

Em julho daquele mesmo ano, segundo o curta, a Casan instalou um sistema emergencial de bombeamento de efluentes, com autorização da Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis, para evitar um novo desastre. Esse sistema segue em funcionamento até hoje. De acordo com a produção, quase cinco anos depois do desastre ainda ocorre o despejo de efluente dentro do Parque Natural Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição.

A narração e condução do curta é feita pela pesquisadora da UFSC Michele de Sá Dechoum, do Departamento de Ecologia e Zoologia. Um dos seus orientandos, Thiago Ellert, então aluno de graduação em Biologia na UFSC, desenvolveu um estudo para avaliar os impactos do despejo de efluentes sobre a vegetação de restinga no Parque e constatou que a vegetação original estava sendo soterrada e apresentava sinais claros de perda de vigor.

“A partir de estudos realizados, mostramos que a vegetação nativa foi sendo soterrada, apresentou sinais de perda de vigor e foi mudando à medida que o tempo foi passando. O número de plantas nativas foi diminuindo, e plantas nativas características de áreas degradadas foram se tornando cada vez mais dominantes, como resultado do excesso de nutrientes despejados. Adicionalmente, a contaminação das lagoas naturais que existem no Parque já estava acontecendo mesmo antes da instalação daqueles tubos – ou seja, as lagoas estavam sendo contaminadas pela lagoa de evapoinfiltração. Contaminar essas lagoas naturais significa mais uma forma de impacto sobre a natureza. Em outras palavras: perdemos biodiversidade, perdemos beleza cênica e perdemos serviços ambientais essenciais para a qualidade de vida das pessoas”, registra o material de divulgação do curta.

Assista ao documentário produzido pela UFSC