
Conselheiro do Figueirense, Nikolas Bottós esteve no Debate da Pan desta segunda-feira (23). Foto: Divulgação/JP News
O Figueirense se manifestou com relação às declarações dadas pela conselheiro do clube, Nikolas Bottós, durante entrevista ao Debate da Pan desta segunda-feira (23). Uma nota oficial, que fala em “mentiras e insinuações pejorativas ao grupo gestor” foi divulgada no site oficial do Alvinegro e no canal de comunicação com a imprensa
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Nas redes sociais da Jovem Pan News Florianópolis, as declarações de Bottós atingiram mais de 52 mil visualizações, além de audiência recorde na transmissão do Debate via YouTube. Acompanhe a entrevista completa clicando aqui.
Confira a nota completa divulgada pelo Figueirense:
O Figueirense Futebol Clube vem a público se manifestar a respeito das declarações recentes do conselheiro Nikolas Bottós, veiculadas em programas de rádio e em podcasts de canais na internet, sobre a atual gestão do Clube.
As Diretorias do Figueirense FC (associação) e Figueirense FC SAF reafirmam o compromisso inegociável com a transparência, a responsabilidade administrativa e a reconstrução institucional do Figueirense, pautadas em um só objetivo: encontrar alternativas para a ampla e total recuperação do clube, outrora exemplo de gestão e responsabilidade financeira.
Causam estranheza, perplexidade e indignação as falas do referido conselheiro, aproveitando-se de um momento de fragilidade no campo esportivo, proferindo uma sequência de mentiras e insinuações pejorativas ao grupo gestor do clube, encabeçado desde 2020 até os dias atuais pelos presidentes Norton Flores Boppré (in memoriam) e José Tadeu da Cruz (atual presidente), com a presidência do conselho de administração do Figueirense FC SAF a cargo de Paulo Sérgio Galotti Prisco Paraíso.
Primeiro, cabe ressaltar que o referido grupo gestor foi convidado por dezenas de conselheiros, sendo posteriormente eleito por aclamação, para retornar ao clube, tendo como meta a reconstrução administrativa e financeira do Figueirense.
Buscando contar com quem deveria ter um bom entendimento sobre os problemas internos da época, a atual gestão convidou e contou com o suporte profissional do referido conselheiro, que havia atuado nas gestões anteriores, primeiro sob o comando da Elephant, e posteriormente sob o comando do Senhor Francisco de Assis Filho, presidente que teve papel fundamental na liderança do processo de salvar o clube de malfeitores anteriores.
Na ocasião do início desta gestão, mais precisamente a partir de março de 2020, o referido conselheiro foi contratado e por isso remunerado, como advogado do clube, tendo seus serviços dispensados tempo depois, razão que atualmente leva esta gestão a crer que, por este motivo, o mesmo nutre sentimento adverso pelas pessoas da atual gestão, atestando com isso que suas recentes manifestações se tratam de problema pessoal.
Precisamos também afirmar categoricamente que é inverídica a afirmação do referido conselheiro, quando alega que o Senhor José Carlos Lages atua como agente, intermediário ou possui qualquer outra função e/ou ingerência no Futebol do clube. Suas afirmações são infundadas e não retratam a verdade, sem qualquer comprovação. Não há neste momento no elenco do Figueirense, um só jogador com qualquer vínculo junto a José Carlos Lages.
O Sr. José Carlos Lages, de extenso currículo vitorioso junto ao Figueirense no passado, ajudou de 2020 para cá no processo de organização do clube, inclusive emprestando em alguns momentos, recursos financeiros, quando o clube sequer possuía crédito. Atualmente, José Carlos Lages exerce a função de membro do conselho de administração do Figueirense FC SAF, atuando em São Paulo, onde reside, na busca por soluções financeiras de calibre macro, como fez quando aproximou o Figueirense da Jive Investments e posteriormente a Clave Capital.
É mentirosa e criminosa a fala do referido conselheiro, quando afirma que foi fabricado, documento oficial assinado pelo presidente do conselho administrativo José Tadeu da Cruz, dando poderes em nome do Figueirense (associação) ao Diretor Executivo do Figueirense FC SAF, Rafael Franzoni, para proceder com autorização de exclusividade com due diligence por tempo determinado, a um possível novo parceiro/investidor do clube. Cabe ressaltar que, quando da apresentação do referido documento em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no Memorial do Estádio Orlando Scarpelli, nenhum conselheiro levantou qualquer dúvida ou fez qualquer questionamento sobre o documento, nem mesmo o conselheiro Nikolas, ou seja, imputou indevidamente ao Senhor José Tadeu da Cruz a prática de crime, fato grave, absurdo e inverídico, desacompanhado de qualquer tipo de prova.
É ainda válido lembrar, que é obrigação estatutária dos conselheiros, discutir e até questionar os assuntos de foro administrativo, apenas nas Assembleias Gerais do Conselho Deliberativo. Ao agir emotivamente, o conselheiro fere o estatuto e o próprio Conselho, poder magno do Figueirense.
Falta com a verdade o referido conselheiro, quando aponta que esta gestão, a qualquer tempo, deixou de atender ou comparecer a uma reunião com outro possível parceiro/investidor. Questionado em Assembleia Extraordinária do Conselho Deliberativo, o conselheiro Nikolas não citou quem eram os supostos investidores, tampouco apontou quando foi ou deveria ter ocorrido a mencionada reunião.
Fato é que, até o presente momento, nenhum outro investidor se apresentou a qualquer poder constituído do clube, como restou claro em Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Deliberativo, realizada neste mês de fevereiro.
Agiu também de forma manifestamente equivocada o conselheiro Nikolas Bottós, tentando manchar a reputação do Senhor Paulo Prisco Paraíso, ao sugerir que este busca levar vantagem pessoal em eventual negociação do terreno localizado em frente ao Estádio Orlando Scarpelli, quando é de conhecimento público que o Figueirense busca soluções financeiras para a grave crise que atravessa, inclusive levando ao mercado a oportunidade de negócios no referido espaço. Se o referido conselheiro possui algo melhor para o clube, porque ainda não apresentou?
Se possui provas, que as apresente. Trata-se de grave acusação sobre fato absurdo e mais uma vez inverídico.A atual gestão mantém diálogo permanente com os órgãos internos do Clube, e está sempre aberta ao debate responsável e construtivo, desde que baseado em fatos e não em narrativas ou interesses pessoais que possam gerar instabilidade institucional.
O momento do Figueirense exige união, responsabilidade e foco no fortalecimento esportivo e administrativo. Divergências fazem parte do ambiente democrático, porém devem ser conduzidas com equilíbrio e compromisso com a verdade, e no foro adequado, conforme prevê o estatuto do clube. As recentes manifestações do referido conselheiro só servem para prejudicar e agravar ainda mais a situação delicada que o clube se encontra, além de prejudicar injustamente e gratuitamente a imagem daqueles que muito se dedicam e se preocupam com o clube e a sua situação, em todos os sentidos.
Nenhum alvinegro ou alvinegra está feliz com os resultados esportivos, mas não podemos deixar que a frustração do campo de jogo atrapalhe um trabalho de longo prazo, que busca soluções para problemas que foram criados e alimentados por anos, inclusive por gestões que em alguns momentos até atingiram sucesso esportivo, mas que na prática quase inviabilizaram a continuidade desta instituição de quase 105 anos.
Reiteramos que todas as informações financeiras e administrativas estão à disposição dos órgãos competentes, e que o Clube seguirá trabalhando com seriedade para honrar sua história e projetar um futuro sólido para a instituição e sua torcida, a Maior e Mais Fiel de Santa Catarina.
O Figueirense é maior do que qualquer interesse individual e não pode servir de palco ou palanque para quem coloca a projeção pessoal acima dos interesses do clube.
Saudações Alvinegras,
José Tadeu da Cruz – Presidente do Conselho Administrativo do Figueirense Futebol Clube
Paulo Sérgio Galotti Prisco Paraíso – Presidente do Conselho de Administração do Figueirense FC SAF
Em meio às discussões fora dos gramados, o Figueirense entra em campo nesta sexta-feira (27), às 20h, na Arena Joinville, contra o JEC, com o risco de já estar rebaixado para a Série B do Campeonato Catarinense. Para isso, basta o Marcílio Dias não perder para o Carlos Renaux nesta quinta-feira. Acompanhe a cobertura do futebol catarinense com a Jovem Pan News Florianópolis.


