
O prejuízo de R$ 4,1 bilhões registrado pelas estatais brasileiras já no primeiro trimestre de 2026 não é um acidente isolado, mas um sintoma recorrente de um modelo de gestão que historicamente se mostrou ineficiente.
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Trata-se de um padrão que se repete sempre que o Estado deixa de atuar com racionalidade econômica e passa a ser utilizado como instrumento político. Ao invés de operarem com foco em eficiência e resultado, muitas estatais acabam capturadas por interesses que não dialogam com a lógica de mercado. O resultado é previsível: aumento de custos, baixa produtividade e prejuízos que, inevitavelmente, são socializados. Em outras palavras, o rombo não desaparece ele apenas muda de bolso e recai sobre o contribuinte.
Esse cenário se agrava quando há uma visão de Estado que enxerga o setor produtivo como fonte inesgotável de arrecadação. A elevação constante da carga tributária, somada à insegurança regulatória, sufoca o empreendedorismo e compromete a capacidade de crescimento da economia. Sem investimento privado, não há geração consistente de riqueza apenas redistribuição de escassez.
Não se trata de um debate abstrato entre direita e esquerda, mas de uma constatação prática: modelos que priorizam o inchaço estatal e a intervenção excessiva tendem a produzir déficits, ineficiência e estagnação. Os números estão aí para demonstrar. E contra resultados concretos, não há retórica que se sustente. Se a política deve ser julgada por aquilo que entrega, o balanço é claro: prejuízo bilionário, perda de eficiência e pressão crescente sobre quem produz. Persistir nesse caminho não é apenas um erro de gestão é uma escolha politica que cobra um preço alto de toda a sociedade.


