
Comerciantes de praia em Florianópolis se uniram para relatar grande prejuízo durante a temporada de verão 2025/2026. A redação da Jovem Pan News teve uma conversa exclusiva com os integrantes do movimento para entender as reivindicações.
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Um dos principais pontos é o alto valor da outorga — dinheiro pago para uso dos espaços de comércio na praia. Segundo um integrante do movimento, que preferiu não se identificar, o valor desta temporada chega a ser 300% mais caro que o da anterior.

“A gente tem experiência na praia, mas também nos baseamos na temporada passada e nas especulações da Prefeitura”, afirmou. A gestão municipal esperava a vinda de 3 milhões de pessoas para este verão. Entretanto, os empresários especulam ter atendido metade dessa quantidade. Ano passado, a cidade fechou a temporada em 2 milhões de visitantes, número maior do que neste.
Seis sócios afirmaram ter investido R$ 1,5 milhão em quiosques, esperando o fluxo de turistas divulgado. Eles contam que faturaram apenas R$ 600 mil, ficando em grande prejuízo.
“O empresário se envolve sabendo que tem chance de risco — mas, dentro das condições que nos colocaram, após as tratativas com a Prefeitura, ninguém esperava isso“, relatou em entrevista um dos sócios.
Além da expectativa criada, o grupo defende que os altos valores não foram acompanhados de melhores condições nas praias. Para eles, o dinheiro arrecadado poderia ser usado para uma melhor atração de visitantes, com aumento das faixas de areia, melhores condições para os quiosques, banheiros e iluminação nas áreas costeiras, ou outros incrementos para melhor conforto do turista e do morador.
Agora, o principal desejo dos donos de comércio é a renovação do pregão para o próximo ano, sem que seja necessário um novo pagamento da mesma altura, “para compensar por esta temporada”. Eles defendem que se trata de um reequilíbrio econômico.

Movimento dos comerciantes
O grupo envolvido na ‘denúncia’ contra a Prefeitura seria composto de 60 permissões de quiosques/vendas, com cerca de 30 empresários vinculados.
Para eles, “não é um movimento político, tanto que ainda não há nenhum vereador envolvido. É realmente um conjunto de comerciantes buscando opcões”. Segundo o movimento, a Prefeitura abriu caminho para o diálogo, então querem ir por esse meio, resolvendo o impasse apenas administrativamente, se possível.
Resposta da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura afirmou que, no processo licitatório, os valores de outorga foram definidos pelos próprios participantes, por meio de lances, superando o mínimo estipulado pelo município. Já o movimento dos comerciantes afirma que a definição de um valor mínimo, mas nenhuma fiscalização ou definição de valor máximo, seria um dos principais problemas no sistema de leilão.
Os representantes do município ainda dizem que “até o momento, não há registro de solicitação formal de reequilíbrio financeiro ou de renovação contratual”. O diálogo entre a Prefeitura e os empresários segue ativo.


