
Hoje, ao me dirigir para casa, deparei-me com um serviço recentemente realizado pelo município para o fechamento de um buraco aberto em razão do rompimento de uma rede fluvial no cruzamento entre as ruas Jairo Calado e Alan Kardec, em Florianópolis.
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O reparo foi feito com recapeamento asfáltico e, já no momento da conclusão, era possível perceber um evidente desnível em relação ao pavimento original.
Agora, passados apenas quatro dias, o que se vê é um afundamento significativo no local do reparo, evidenciando que, muito provavelmente, será necessária uma nova intervenção. Ou seja, um serviço recém-concluído que já nasce condenado à repetição.
Diante disso, surge uma indagação inevitável: não existe no âmbito do município um setor responsável pelo controle e fiscalização da qualidade dessas obras? Porque o que se percebe, com frequência cada vez maior, são serviços mal executados, que geram custos duplicados ao erário e expõem o cidadão a transtornos evitáveis.
No final das contas, quem paga essa conta é sempre o contribuinte, justamente aquele que já suporta uma carga tributária elevada e espera, no mínimo, eficiência na aplicação dos recursos públicos.
Quando um reparo mal feito precisa ser refeito em poucos dias, não se trata tão somente de falha técnica. Trata-se de desperdício de dinheiro público, de desleixo administrativo e de ausência de controle sobre a qualidade do serviço prestado.E o mais preocupante é que esse tipo de situação se repete diariamente.
Torna-se rotina.
Semana após semana, mês após mês. Talvez o maior problema seja outro, ou seja muitos cidadãos já se acostumaram a esse padrão de mediocridade de atendimento administrativo. A descrença nos mecanismos de fiscalização e controle é tão grande que poucos ainda se dispõem a acionar os canais institucionais que deveriam existir justamente para corrigir essas distorções.
E assim seguimos, desviando de buracos.


