
Durante décadas, Florianópolis conviveu com um paradoxo difícil de explicar. Uma ilha cercada de água por todos os lados, mas que insistiu em viver de costas para o mar. O avanço autorizado agora, com o início das obras do Parque Urbano e Marina Beira Mar, marca um ponto de virada histórico para a cidade e para Santa Catarina.
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Não se trata apenas de uma nova obra urbana. Trata se de uma mudança de mentalidade. De uma decisão que rompe com o atraso, com o medo do novo e com a visão limitada de desenvolvimento. A marina que será implantada na Beira Mar Norte reposiciona Florianópolis no mapa do turismo náutico internacional, algo impensável até poucos anos atrás.
Estamos falando de um equipamento urbano com padrão semelhante ao das grandes marinas da Europa, onde barcos encostam diretamente em áreas integradas à cidade, com circulação de pessoas, comércio, lazer e forte apelo turístico. Esse modelo transforma o espaço público, movimenta a economia e gera empregos diretos e indiretos desde o primeiro dia de obra.
O mais simbólico é que o projeto nasce praticamente com recursos 100% da iniciativa privada. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, o representante da empresa responsável confirmou que as obras começam ainda neste mês de fevereiro. Isso significa geração imediata de empregos, aquecimento econômico e, acima de tudo, confiança no potencial de Florianópolis.
O Parque Urbano e Marina Beira Mar também abre caminho para um sonho antigo da cidade: a possibilidade real de receber cruzeiros marítimos no futuro. Nenhuma cidade entra nessa rota sem infraestrutura adequada, planejamento e visão estratégica. Essa obra é o primeiro passo concreto nessa direção.
Florianópolis ganha, assim, uma nova relação com seu território e com sua vocação natural. Deixa de tratar o mar apenas como paisagem e passa a enxergá lo como ativo econômico, turístico e cultural.


