
Depois de dias pesados e da ferida aberta pelo rebaixamento estadual, o torcedor do Figueirense voltou a respirar com esperança. A vitória por 1 a 0 sobre o Amazonas, na Arena da Amazônia, valeu mais do que a classificação para a quarta fase da Copa do Brasil. Representa um sinal claro de reação. O gol de Lucas Alves no segundo tempo premiou um time que mostrou outra postura: mais determinado, dinâmico e com intensidade, características que haviam desaparecido nos momentos mais duros da temporada.
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O novo Figueira mostrou personalidade desde os primeiros minutos. Mesmo longe de casa, controlou o jogo em boa parte do tempo, marcou forte e não se intimidou. As caras novas e a nova filosofia de trabalho começam a aparecer dentro de campo. Há mais coragem para jogar, mais mobilidade e, principalmente, um espírito coletivo que parecia perdido. O resultado confirma que a reconstrução passa também por atitude e confiança.
O gol da classificação foi simbólico. Lucas Alves saiu do banco para decidir aos 37 minutos da etapa final, mostrando que o grupo ganha força justamente pela competitividade interna. E quando a noite parecia tranquila, veio o último susto. Nos acréscimos, o Amazonas teve um pênalti para empatar, mas Ronaldo isolou por cima do travessão. Depois de tantas pancadas recentes, parece que até a sorte resolveu olhar novamente para o lado alvinegro.

A caminhada continua agora diante do CRB, em jogo único no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O Figueira chega fortalecido pela classificação e com sinais claros de evolução. O que se viu em Manaus foi um time mais vivo, competitivo e disposto a virar a página de um dos momentos mais duros de sua história recente.
Antes disso, porém, o foco imediato é o clássico da Recopa Catarinense contra o Avaí, domingo (15), na Estádio da Ressacada. O elenco chega nesta sexta-feira cansado da longa viagem, mas carregado de otimismo. Em campo estará a chance do tricampeonato da competição. Fora dele, o clube também vive dias de transição após decisões do conselho e a busca por novos investidores para a SAF. Entre mudanças administrativas e respostas dentro de campo, o Figueirense começa a dar sinais de que um novo momento pode estar surgindo.

