MP de Santa Catarina deve investigar o alto índice de faltosos da segunda dose

MP de Santa Catarina deve investigar o alto índice de faltosos da segunda dose

A reunião envolvendo diversos órgãos do governo catarinense e a entidade que representa os hospitais terminou com um pedido de investigação. A FEHOESC (Associação de Hospitais do Estado de Santa Catarina) solicita que um inquérito apure se a população não procurou os pontos de vacinação ou se os municípios não registraram as aplicações de vacina contra a Covid-19. Na prática, falta a contabilidade de 71 mil doses da Pfizer, 78 mil da AstraZeneca e 78 mil da CoronaVac. Mesmo com a discrepância, que precisa ser apurada, o Estado de Santa Catarina já aplicou mais de 7 milhões de doses de imunizantes contra a doença. O secretário de Estado de Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, afirma que entende a preocupação, mas que isso não é alçada da FEHOESC, que justifica a preocupação com o aumento na ocupação de leitos. “O Estado de Santa Catarina é o terceiro que mais vacina no Brasil. Nós temos, sim, um quantitativos de segunda dose para buscar. Claro que é preocupante, mas nós somos os maiores interessados, porque o estado de Santa Catarina tinha essa gestão desse processo desde o início, inclusive, ofertando condições para que todos pudessem atender as pessoas em alta complexidade, em terapia intensiva”, argumentou. O Governo do Estado está solicitando para que as informações sejam atualizadas no sistema de cadastro oficial no máximo em 48 horas após a aplicação as vacinas. A Secretaria de Estado da Saúde garante que não há falta de doses e que existem reservas estocadas na sede da Vigilância Epidemiológica. Assista a reportagem

Situação de Zé Trovão mobiliza parlamentares aliados a Bolsonaro

Situação de Zé Trovão mobiliza parlamentares aliados a Bolsonaro

Parlamentares aliados ao governo federal, sobretudo do Partido Social Liberal (PSL), passaram a quinta-feira, 9, acompanhando a situação do caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. Alvo de uma ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por supostamente incentivar atos antidemocráticos, ele está hospedado em um hotel no México e é monitorado pela Polícia Federal. Mesmo com o nome entre os mais procurados pela Interpol, o caminhoneiro continua desafiando a decisão da Suprema Corte, publicando vídeos nas redes sociais. “Não cometi nenhum crime. Estou indo para o Brasil, provavelmente, preso. Preso politicamente, preso por crime de opinião. Eu peço a todos os brasileiros. Tudo o que estou fazendo é pelo Brasil”, disse em vídeo. Após participar de um encontro do presidente Jair Bolsonaro com caminhoneiros, o líder do PSL na Câmara, deputado Vitor Hugo, chegou a anunciar que ele e outros aliados entrariam com pedido de habeas corpus em favor do foragido. “É um gesto que nós faremos esperando que outros componente dos Três Poderes também façam gestos em prol da pacifica e harmonia necessária entre os poderes”, disse. Uma coletiva de deputados do PSL chegou a ser convocada para dar detalhes sobre o recurso, mas foi cancelada após o chefe do Executivo fazer uma declaração à nação buscando diminuir a crise gerada pelos discursos de 7 de setembro.

Venda de carros usados atinge maior patamar desde 2004

Venda de carros usados atinge maior patamar desde 2004

As vendas de carros usados atingem 10 milhões de unidades de janeiro a agosto, o maior patamar desde 2004 no Brasil. O desabastecimento de peças na indústria automotiva, que afeta a produção e deixa concessionárias sem veículos zero quilômetro, explica o bom desempenho do setor e a valorização dos seminovos. Nos segmentos de automóveis e comerciais leves, a cada veículo novo comercializado, 6,8 usados foram negociados em agosto, maior marca desde o início da série histórica da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). No acumulado do ano até agosto, as transações de usados somaram 10.234 unidades, um aumento de 48% sobre o mesmo período de 2020. Somente no mês passado, o mercado vendeu 1,4 milhão de unidades. A Fenabrave avalia que a atual oferta de crédito também ajuda nos negócios e os modelos com até 3 anos de fabricação representaram 13% do volume comercializado em agosto. *Com informações do repórter Marcelo Mattos

Biden torna vacinação contra a Covid-19 obrigatória em grandes empresas dos EUA

Biden torna vacinação contra a Covid-19 obrigatória em grandes empresas dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a defender a vacinação em massa contra a Covid-19. Em lançamento do plano de imunização no país nesta quinta-feira, 9, ele anunciou uma ordem executiva que exige que funcionários de agências federais e do Executivo tomem a vacina. Além disso, o projeto também instituiu que empresas com mais de 100 funcionários também deverão exigir a imunização de seus colaboradores ou que fazer testes semanais nas equipes. A decisão do presidente tem como objetivo de conter o avanço da variante Delta do coronavírus, que segue fazendo novas vítimas no país. Segundo Joe Biden, a exigência da vacina nas grandes empresas deve afetar ao menos 80 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos. Dados da Universidade Johns Hopkins mostram que mais de 40 milhões de norte-americanos já foram infectados, enquanto pelo menos 650 mil outros foram vítimas da Covid-19.

Relator de proposta de contraterrorismo afirma que não haverá criminalização de movimentos sociais

Relator de proposta de contraterrorismo afirma que não haverá criminalização de movimentos sociais

O deputado federal Sanderson (PSL-RS), comentou nesta sexta-feira, 10, sobre o Projeto de Lei 1595/19, do qual é relator, que trata de ações contraterroristas. O projeto, que será votado nesta sexta, às 14h30, na Câmara dos Deputados, é polêmico e propõe a criação de um Sistema Nacional Contraterrorista, que irá reunir forças policias, como a Polícia Civil, Federal e Militar, as Forças Armadas (Exército, Marinha e Força Aérea), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e outras agências relacionadas a ministérios. O temor é que o projeto acabe por criminalizar movimentos sociais, mas o deputado assegura que isso não irá acontecer. “[O projeto] não busca criminalizar movimentos sociais, não busca criminalizar qualquer tipo de ação popular e, sim, apenas dar a proteção que o Brasil ainda não possui 20 anos após o 11 de setembro”, diz Sanderson. O relatório final do PL foi apresentado pelo parlamentar nesta quinta-feira, 9, em forma de um substitutivo. Segundo o parlamentar, o texto original foi apresentado em 2019 pelo então deputado federal Jair Bolsonaro. Com a ida de Bolsonaro à Presidência, o PL foi representado pelo deputado Vitor Hugo (PSL-GO). Em 2020, a Comissão Especial foi instalada e Sanderson foi designado relator da matéria. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o parlamentar explica que, apesar das modificações por ele apresentadas, a ideia central do projeto continua a mesma. “Esse relatório faz algumas modificações no texto original, mas não retira a espinha dorsal da ideia chave que é dar proteção à Nação brasileira e criar o Sistema Nacional Contraterrorista, algo que nós ainda não temos”, justifica. Sanderson explica que ações como o incêndio na estátua no Borba Gato não seriam enquadradas na Lei. “Ações autônomas, isoladas, não seriam enquadrados como atos terroristas. Para ser enquadrado como situação terrorista, há uma série de nuances que precisam ser observadas, por isso a criação do Sistema Integrado por técnicos”, aponta.

Caminhoneiros fazem bloqueios em três Estados; não há interdições em rodovias federais

Caminhoneiros fazem bloqueios em três Estados; não há interdições em rodovias federais

O Ministério da Infraestrutura informou na manhã desta sexta-feira, 10, que registrou uma queda de 45% no número de ocorrências relacionadas a bloqueios de caminhoneiros em rodovias federais desde a noite de quinta-feira, 9. Segundo a pasta, apenas três Estados seguem com pontos de manifestação da categoria: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rondônia. Não há mais qualquer ponto de retenção nas malhas federais dos Estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Paraná. Ainda de acordo com o ministério, há aglomerações, sem prejuízo ao livre fluxo de veículos, no Mato Grosso e no Pará. Não há mais nenhum ponto de interdição em rodovias federais.

Subprocuradores defendem ações para ‘refrear atentados’ contra a democracia

Subprocuradores defendem ações para ‘refrear atentados’ contra a democracia

Subprocuradores assinaram um manifesto contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. Cerca de 30 integrantes do Ministério Público Federal repudiam as falas do chefe do Executivo feitas durante atos do 7 de setembro, classificadas como antidemocráticas,  por citarem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e desrespeitarem os princípios da democracia. Os subprocuradores e subprocuradores-gerais da República pedem a responsabilização de Bolsonaro pelo órgão de controle. “Pugnamos pela atuação firme, serena e intransigente das instâncias competentes de controle e responsabilização no sentido de refrear os atentados ao Estado democrático de Direito e garantir sua perenidade”, diz documento. O manifesto diverge do posicionamento do procurador-geral, Augusto Aras, que considerou os atos como uma festa cívica. Os subprocuradores pontuam ainda que cabe a eles apontar para “o grave momento a que poderemos chegar, caso rompa-se peremptoriamente a barreira da institucionalidade”. “As instituições estão sendo quotidianamente vilipendiadas; os valores constitucionais aviltados. Testemunhamos uma inédita, desde o despojamento da ditadura pela Constituição de 1988, marcha rumo ao obscurantismo, sombreada pela pregação da polarização e da intolerância, desviando as atenções dos graves problemas que afligem o cotidiano – crise hídrica, desemprego, calamidade sanitária, inflação, acentuada degradação ambiental e outros problemas”, finaliza a declaração no manifesto.

Vendas no comércio sobem 1,2% em julho e atingem nível recorde

Vendas no comércio sobem 1,2% em julho e atingem nível recorde

As vendas no comércio cresceram 1,2% em julho, na comparação com o mês anterior, e bateram recorde da série histórica iniciada há 21 anos. Este foi o quarto mês seguido de taxa positiva, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o varejo acumula crescimento de 6,6%, e nos últimos doze meses, cresceu 5,9%. A média móvel trimestral cresceu 1,1% frente ao trimestre encerrado em junho. Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista subiu 5,7% frente a julho de 2020, a quinta taxa positiva consecutiva.  “Apesar do avanço, o movimento intrasetorial do comércio é muito heterogêneo. Algumas atividades ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, afirma o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. Cinco das oito atividades pesquisadas pelo IBGE registraram avanços. O setor de artigos de uso pessoal e doméstico puxou o bom desempenho, com alta de 19,1%. “Vemos uma trajetória de recuperação dessa atividade, que acaba por fazer grandes promoções e aumentar a sua receita bruta de revenda, num novo momento de abertura e maior flexibilização do isolamento social, o que gera maior aumento da demanda”, diz Santos. Tecidos, vestuário e calçados (2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) também avançaram no período. Já hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%) ficaram estáveis. Por outro lado, as atividades que reduziram o volume de vendas foram livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%). No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 1,1% em julho. O setor de veículos registrou avanço de 0,2%, enquanto material de construção recuou 2,3%. Na comparação com junho, o comércio varejista teve variações positivas em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para os estados de Rondônia (17,5%), Santa Catarina (12,5%) e Paraná (11,1%). No campo negativo, as maiores quedas ficaram com os estados de Minas Gerais (-2,1%), Rio Grande do Norte (-1,5%) e Amazonas (-1,5%). Já no comércio varejista ampliado, a variação positiva em julho foi seguida por 15 unidades da federação, sendo as principais Santa Catarina (6,7%), Paraná (6,2%) e Mato Grosso do Sul (5,3%). Entre as quedas, pressionando negativamente, destacam-se Maranhão (-2,6%), Rio Grande do Norte (-2,2%) e Sergipe (-2,2%).

Moraes suspende pedido de investigação contra Augusto Aras por prevaricação

Moraes suspende pedido de investigação contra Augusto Aras por prevaricação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a análise de um pedido para que o Conselho Superior do Ministério Público abrisse processo contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, por prevaricação. O conselho é o órgão do Ministério Público responsável por investigações contra a Procuradoria da República (PGR). A notícia-crime foi apresentada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e também denunciava o vice-procurador-geral, Humberto Jacques de Medeiros, e a subprocuradora Lindora Araújo, principais auxiliares de Aras. A entidade de imprensa acusou Aras por, supostamente, proteger o governo federal e a família do presidente Jair Bolsonaro de investigações. Moraes atendeu ao pedido de Aras e suspendeu a análise. O ministro argumentou que os fatos relatados já tinham sido arquivados em outro pedido de investigação, feito por um grupo de senadores. Eles acusavam o procurador-geral por se omitir diante dos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral, de não defender o regime democrático e não fiscalizar o cumprimento da lei no combate à pandemia.

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