
Micaela Albornoz, argentina desaparecida de 32 anos, foi encontrada em Florianópolis nesta segunda-feira (03) ao pedir ajuda no consulado estrangeiro. Mulher foi vista pela última vez no dia 24 de junho, na Argentina.
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Seu último registro foi ao sair da própria casa, no bairro Tablada, em Rosário. Desde então, a mulher peregrinou por diferentes cidades do país até cruzar a fronteira com o Brasil, onde a polícia não pôde avançar. Nenhum amigo ou familiar teria conhecimento do que ela está fazendo com o trajeto.
Micaela procurou ajuda por conta própria, nesta semana, diretamente no Consulado da Argentina da capital catarinense. As informações são da imprensa do país vizinho, que esteve acompanhando todo o caso atentamente.
Desaparecida apresentou identidade falsa e denúncias da família
O fator inesperado do caso surgiu quando, ao se apresentar no local, a mulher entregou um documento de identidade falso. Sua real identidade foi confirmada ao colocar a identidade no sistema e, depois, com o envio de fotos aos familiares.
Segundo o jornal estrangeiro Telefe Rosário, Micaela decidiu que não quer voltar à sua cidade natal. Ela não teria entrado em contato com a família de modo proposital.
A irmã denuncia a desaparecida por manipulação, ameaças e uma suposta gravidez — nenhum dos itens confirmados pela Polícia local.
Já o irmão da mulher teria se deslocado até Florianópolis para levá-la de volta à Argentina, conforme o jornal Cadena 3 Rosário, mas Mica já havia saído do local e sumido novamente.
Todos os trâmites para o deslocamento e verificações de saúde ficam a cargo das autoridades argentinas.
Polícia catarinense não foi acionada
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, entrar em um país com documento ou identidade falsa é crime. Entretanto, o Consulado da Argentina não comunicou as autoridades brasileiras, permitindo que a mulher saísse do local sem maiores explicações, ficando desaparecida novamente.
Confira a nota completa:
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, esclarece que, até o momento, não foi acionada nem recebeu qualquer pedido formal de apoio, solicitação de diligência ou registro oficial de ocorrência referente ao paradeiro da cidadã argentina que deu entrada no Consulado da Argentina em Florianópolis.
A instituição informa que buscou contato com o Consulado para alinhamento e apuração das informações divulgadas. Representantes do consulado relataram que prestaram assistência direta à cidadã, incluindo atendimento médico preventivo, e que os procedimentos e acompanhamento estão sendo conduzidos diretamente pelas autoridades diplomáticas e consulares argentinas.






