
Ex-vice-prefeito de um município do Oeste catarinense foi condenado pelo crime de incêndio qualificado contra um pavilhão comunitário. O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) fixou a pena em cinco anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto.
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A 3ª Câmara Criminal reconheceu que o político foi o mentor intelectual do crime ocorrido em fevereiro de 2020. Conforme a investigação, o ex-vice-prefeito contratou um homem para incendiar o pavilhão comunitário e prometeu pagar R$ 10 mil pelo serviço.
O acusado teria se apresentado como prefeito do município e afirmado que pretendia “agitar” o cenário político da cidade. O homem chamou um conhecido para executar o incêndio. A Polícia Civil identificou os dois autores por meio de imagens de câmeras de monitoramento.
Incêndio, coação e prisões
No início das investigações, os dois afirmaram que haviam sido contratados pelo prefeito, mas não o reconheceram. Após a apresentação de uma fotografia do vice, um dos envolvidos o apontou como responsável por idealizar o crime.
Durante o processo, os executores mudaram a versão apresentada em juízo. Entretanto, depois voltaram a confirmar a participação do político no incêndio. Eles relataram que sofreram ameaças do filho do ex-vice-prefeito para alterar os depoimentos, e o fizeram por medo de represálias. O filho foi condenado pelo crime de coação.






